Qual a lógica da Declaração de Imposto de Renda? O que, de fato, importa?

  • 26/03/18

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  • Por Dr. Luiz Martins Valero |

     

    Todo ano, de março a abril, assistimos além da correria das pessoas físicas e dos contadores às voltas com as Declarações de Imposto de Renda das pessoas físicas dos seus clientes, um número incontável de perguntas dirigidas aos profissionais e consultorias especializadas no preenchimento de Declarações.

    Afora as perguntas mais corriqueiras se tal ou qual dispêndio pode ser ou não deduzido e de onde e como declarar tal ou qual bem ou direito, há uma questão elementar, muitas vezes negligenciada e que, esta sim, pode determinar, não uma simples “Malha Fina” (cruzamentos de informações feitas pela Receita Federal do Brasil) que se resolve com a apresentação de documentos.

    Essa questão é a seguinte: A renda que consumi, gastando, investindo ou pagando dívidas, durante o ano está presente em minha declaração? Em outras palavras: Meu acréscimo patrimonial, elemento fundamental para a incidência do Imposto de Renda, está justificado pela renda declarada ou por outros ganhos auferidos no mesmo ano?

    Os elementos da equação: Renda Consumida (-) Renda Conhecida é que determinarão se você tem Variação Patrimonial a descoberto, ou seja se a sua Declaração reflete sua realidade fiscal ou se é uma peça de ficção.

    Por isso, antes de se preocupar com detalhes de pouca importância, faça a análise acima ou procure um profissional qualificado (não um simples “fazedor de Declarações do IR).

    Estamos à disposição de pessoas físicas, cujas fontes de renda não provêem apenas do salário, para auxiliar nesse diagnóstico preventivo.

     

    LUIZ MARTINS VALERO, foi Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil por 32 anos. Hoje é sócio da MVO Advocacia Tributária e Empresarial.